terça-feira, 29 de outubro de 2013

A de amizade.

Ela tinha um sorriso arrebatador, mas possuía olhos cansados. Só ela e Deus sabiam o quanto já havia sofrido e ela realmente não tinha vontade de compartilhar o sofrimento com todo mundo. Era única, singular. Ficava agitada e bobalhona quando algo realmente a alegrava e não tinha medo de chorar quando seus olhos capturavam cenas que desagradavam seu coração. Ria sem parar quando era tomada por uma ansiedade súbita e tinha aquela mania de pentear seus longos cabelos quando estava nervosa.

Uma amiga tão leal que algum desavisado poderia confundir sua lealdade como algo sufocante.  Mas é porque ela está sempre lá. Se irrita com as pessoas, se magoa de verdade, mas nunca deixa de querer perdoar ou ser perdoada. É esquisita quando se trata de meninos, não demonstra direito seus sentimentos. Ela gosta, de verdade, mas é necessário ultrapassar pelas camadas e escudos protetores para alcançar o coração. E o seu coração, a propósito, ela não entrega a qualquer um. Tem que ser alguém que realmente mereça.  

E, sabe, ela têm uma espontaneidade que poucos possuem. Quando está presente faz diferença e quando não está faz falta.

Talvez ela ame demais, ou se entregue demais às vezes, mas ninguém sabe disso. Ela fala inglês, apesar de não ter muita certeza disso ainda. Ela gosta de barbas. Desenha. Ela é elegante. Sério... Quantas pessoas você conhece que conseguem ser elegantes, de verdade? Dá pra contar nos dedos. E é por isso que eu gosto tanto dela. Porque é raro encontrar pessoas que têm personalidade em um mundo em que todo mundo é igual.

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