Ela tinha um sorriso
arrebatador, mas possuía olhos cansados. Só ela e Deus sabiam o quanto já havia
sofrido e ela realmente não tinha vontade de compartilhar o sofrimento com todo
mundo. Era única, singular. Ficava agitada e bobalhona quando algo realmente a
alegrava e não tinha medo de chorar quando seus olhos capturavam cenas que
desagradavam seu coração. Ria sem parar quando era tomada por uma ansiedade
súbita e tinha aquela mania de pentear seus longos cabelos quando estava
nervosa.
Uma amiga tão leal
que algum desavisado poderia
confundir sua lealdade como algo sufocante. Mas é porque ela está sempre lá. Se irrita com
as pessoas, se magoa de verdade, mas nunca deixa de querer perdoar ou ser
perdoada. É esquisita quando se trata de meninos, não demonstra direito seus
sentimentos. Ela gosta, de verdade, mas é necessário ultrapassar pelas camadas
e escudos protetores para alcançar o coração. E o seu coração, a propósito, ela
não entrega a qualquer um. Tem que ser alguém que realmente mereça.
E, sabe, ela têm uma
espontaneidade que poucos possuem. Quando está presente faz diferença e quando
não está faz falta.
Talvez ela ame demais, ou
se entregue demais às vezes, mas ninguém sabe disso. Ela fala inglês, apesar de
não ter muita certeza disso ainda. Ela gosta de barbas. Desenha. Ela é
elegante. Sério... Quantas pessoas você conhece que conseguem ser elegantes, de
verdade? Dá pra contar nos dedos. E é por isso que eu gosto tanto dela. Porque
é raro encontrar pessoas que têm personalidade em um mundo em que todo mundo é
igual.
