terça-feira, 29 de outubro de 2013

A de amizade.

Ela tinha um sorriso arrebatador, mas possuía olhos cansados. Só ela e Deus sabiam o quanto já havia sofrido e ela realmente não tinha vontade de compartilhar o sofrimento com todo mundo. Era única, singular. Ficava agitada e bobalhona quando algo realmente a alegrava e não tinha medo de chorar quando seus olhos capturavam cenas que desagradavam seu coração. Ria sem parar quando era tomada por uma ansiedade súbita e tinha aquela mania de pentear seus longos cabelos quando estava nervosa.

Uma amiga tão leal que algum desavisado poderia confundir sua lealdade como algo sufocante.  Mas é porque ela está sempre lá. Se irrita com as pessoas, se magoa de verdade, mas nunca deixa de querer perdoar ou ser perdoada. É esquisita quando se trata de meninos, não demonstra direito seus sentimentos. Ela gosta, de verdade, mas é necessário ultrapassar pelas camadas e escudos protetores para alcançar o coração. E o seu coração, a propósito, ela não entrega a qualquer um. Tem que ser alguém que realmente mereça.  

E, sabe, ela têm uma espontaneidade que poucos possuem. Quando está presente faz diferença e quando não está faz falta.

Talvez ela ame demais, ou se entregue demais às vezes, mas ninguém sabe disso. Ela fala inglês, apesar de não ter muita certeza disso ainda. Ela gosta de barbas. Desenha. Ela é elegante. Sério... Quantas pessoas você conhece que conseguem ser elegantes, de verdade? Dá pra contar nos dedos. E é por isso que eu gosto tanto dela. Porque é raro encontrar pessoas que têm personalidade em um mundo em que todo mundo é igual.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Mais um texto sobre você

Observo a lua cheia e me lembro do dia em que você me levava pra casa e dizia que quando eu estivesse longe, em outro país, você olharia para a lua e se lembraria de mim. Me sinto perdida nesses meus versos incompletos e fico imaginando se você ainda olha pra lua e se lembra de mim.

Meus pensamentos estão espatifados como as nossas fotos e os seus cartões estiveram ontem no chão do meu quarto.  Hoje meu quarto está escuro, iluminado apenas pela luz lúgubre da lua. Enquanto minha mente repassa alguns momentos que estão recheados de eu e você, meus olhos escorrem e escuto canções que conseguem traduzir o que estou sentindo.

Me sinto uma louca às vezes. Estou com a mania de te procurar em outros rostos, outros abraços, outras vozes, outros perfumes... Mas nunca é você.
Queria que você soubesse o quanto é frustrante sonhar com algo por tanto tempo e ver o sonho ser perdido.

Gostaria de poder te ouvir dizer que me ama mais uma vez. Mas aquele eu te amo sincero, caloroso. Aquele que fazia eu me sentir a mais amada do mundo de verdade.
Gostaria de poder olhar nos teus olhos e ver o seu sorriso novamente. Gostaria de poder te observar dormir e fazer carinho nas suas costas. Eu queria te abraçar e não soltar mais, sentir aquele abraço regado a perfume masculino e cheiro de pós barba. Aquele seu abraço, que tirou a graça de todos os outros.
Poucas pessoas sabem abraçar como você.

E eu espero que a próxima garota pra quem você disser um eu te amo sincero saiba valorizar isso. Espero que ela ria com o seu sorriso. Espero que ela não se irrite tanto com você como eu fazia. Espero que ela se interesse pelo seu dia, que ela valorize a sua família. Que ela fique ao seu lado quando você chorar ou quando você passar por momentos de profunda escuridão, assim como eu fiz. Espero que ela seja uma princesa. Mas não posso querer que ela te chame de príncipe. Apesar de saber, com toda a certeza, que você não sente da mesma forma, eu queria que só eu tivesse tido a oportunidade de te chamar assim.

Certas coisas, eu gostaria que fossem só minhas. Como isso de te chamar de príncipe, ou como nossas brincadeiras de fazer cócegas um no outro e essa sua mania de querer me provocar.
Invente outras brincadeiras para a sua próxima garota. Deixe essas pra mim, por favor. Quero ter sido única na sua vida. Quero ser alguém de quem você se lembre com um sorriso no rosto.