Peguei a rosa que me deste e ansiei por tua presença.
Você havia dito que voltaria antes que aquela rosa murchasse. Era verdade?
O sentimento que estava dentro de mim não tinha tradução.
Saudade... eu sentia sua falta, sentia saudade.
Sentei-me no chão, na grama, e observei o campo verdejante. as árvores balançavam com o vento frio e eu senti o leve aroma que exalava da rosa vermelha.
Esperei por você naquele dia. Você não veio.
No dia seguinte a rosa já estava um pouco murcha, o tempo de espera estava levando um pouco de sua vida a cada dia... Assim como a cada dia que eu esperava por você eu perdia um pouco de vida, um pouco da minha vida. Isso tinha que mudar. Se você não se importava com essa situação eu me importava.
No outro dia abri os olhos pela manhã e abri as janelas do quarto. A luz invadiu o aposento e mostrou-me que já era tarde. Olhei para o campo e para as árvores lá fora. Tudo do mesmo jeito.
Olhei para minha rosa, que agora já estava no vaso, murcha, com suas pétalas caindo. Despedaçada, como meu coração.
Desci as escadas e abri a porta da casa. Avistei ao longe, VOCÊ, de malas, indicando que dessa vez ficaria por mais tempo, com um buquê de rosas na mão, indicando que elas não acabariam tão cedo! Um sentimento revigorante e alegre me invadiu, corri ao seu encontro o mais rápido que pude. Ao sentir seu abraço novamente desejei com todas as forças que aquele momento durasse pra sempre...
