De todas as vezes que o vi, naquela noite ele estava mais lindo. Seus olhos me observavam com admiração e cautela enquanto eu atravessava a rua em direção ao shopping. Sua camiseta preta contrastava com sua pele branca como a neve. Seus olhos me seguiram e eu tentei desviar o olhar, mas nossos olhares finalmente se encontraram. O frio que eu havia sentido até agora foi substituído por um calor, o calor daquele olhar. O vento movia delicadamente meus cabelos. Ele veio em minha direção, confiante, tocou em minha mão , seu toque como sempre, estava quente, me paralisou. Olhou em meus olhos e disse com seu melhor sorriso:
"Você achou mesmo que poderia fugir de mim?"
Respondi com firmeza:
"Se toca, não percebeu que tudo foi em vão? Não dá mais."
Tirei minha mão da dele, do toque que me hipinotizava, me impedia de pensar. Voltei a caminhar em direção à porta de entrada do shopping, quando senti um puxão. Ele me levou pra perto dele, nos deixou próximos, com o rosto dele quase tocando no meu, nossos olhares fixos um no outro, e ele disse com uma certeza na voz:
"A nossa história ainda não acabou"
"Então porque sinto que acabou?"
"Achei que você ainda me amasse" respondeu-me ele, enquanto as lágrimas enchiam meus olhos.
"Eu amo... mas é que ..." fui impedida de completar a frase, interrompida por um beijo que eu conhecia muito bem, um beijo que fez minha cabeça girar com lembranças de tudo o que vivemos. A última lembrança foi pior, era ele beijando outra, a lembrança viva em minha mente, assim como eu a tinha visto semanas atrás. Me agarrei a minha raiva e dor e com isso consegui me desvencilhar do beijo que ele me dava, um beijo cheio de sentimento... comovente até.
"Sabe qual é o seu problema?" - eu disse sem esperar resposta - "Você não me amou o suficiente para se controlar diante da investida de uma garota, e pior, não valorizou o que eu sinto por você. E isso, meu amor, é lamentável...
Dei as costas pra ele sabendo que desta vez ele não viria atrás de mim... nunca mais.
Voltei a sentir o frio cortante, só que agora eu o sentia em meu coração.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
...
Estava no alto da cidade e olhou em redor. O vento frio tocava-lhe a face e esfriava as lágrimas que escorriam pelo rosto. Do outro lado da cidade as pessoas continuavam suas vidas normalmente, como se nada tivesse acontecido, como se o mundo não tivesse acabado de perder uma pessoa maravilhosa, um pai, um marido, um irmão, um amigo. De repente percebeu que até ela mesma e sua família deveriam continuar com suas vidas normalmente. Ela não sabia como. Mais alguém veio cumprimentar-lhe e dar os pêsames pela perda. A morte era quase invisível, mas pairava no ar como uma nuvem negra e pesada. Alguém a chamou para seguir o cortejo fúnebre de seu pai. Ela seguiu, e pensou em como nunca havia se imaginado naquela situação tão cedo. Olhou para o céu e pediu para A Única pessoa com quem ela tinha certeza que poderia contar verdadeiramente. "Oh, Deus consola-me pois o que sinto parece que nunca irá passar". Pensou na morte e em como era possível ver alguém alegre e feliz, bem, em uma semana e na seguinte vê-lo em um caixão, sem vida. Como era possível em um dia chamar a pessoa pelo nome e no dia seguinte chamar simplesmente de corpo.
Baixaram o caixão. Ela observou pela última vez o que representava seu pai naquele momento. Mas ela sabia que ele representava muito mais para ela do que um simples corpo sendo enterrado.
"Adeus"... foram suas últimas palavras dirigidas à terra, que já cobria o caixão daquele que foi e continuaria sendo, para sempre, um herói.
dor
Em homenagem +Adelson+ (in memorian)
Baixaram o caixão. Ela observou pela última vez o que representava seu pai naquele momento. Mas ela sabia que ele representava muito mais para ela do que um simples corpo sendo enterrado.
"Adeus"... foram suas últimas palavras dirigidas à terra, que já cobria o caixão daquele que foi e continuaria sendo, para sempre, um herói.
dor
Em homenagem +Adelson+ (in memorian)
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Love Hurts...
Ela olhou pela janela e viu que a neve ainda caía lá fora. seus olhos estavam inchados por ter passado quase a noite toda chorando. Ela sabia que ele não merecia tudo aquilo, mas simplesmente ainda não conseguia deixá-lo de lado. Haviam passado por tanta coisa juntos e agora ele simplesmente a ignorava. Não era justo ela sabia que não. Mas não sabia o que fazer a respeito. "O frio do inverno talvez tenha congelado o coração dele, ou talvez sempre fora congelado e eu nunca havia percebido" pensou. Mas agora isso tudo fazia parte do passado, não havia jeito de voltarem a ser como eram antes. Ao constatar isso ela sofria.
Em dias como esse tudo vinha à tona em sua mente, principalmente com a neve caindo lá fora. Lembrava-se deles há um ano atrás, quando em dias como esse ele a envolvia em seus braços e os dois se aqueciam juntos. Esse tipo de lembrança penetrava como faca em seu coração, mas era tudo o que ela tinha agora. Lembranças e mais nada. Todo resto havia sido perdido, ou melhor, tinha sido jogado fora por ele. E no lugar do sentimento de carinho que sentiu um dia, ficou a dor. Ele arruinou tudo o que tinham e ela ficou com um buraco no coração.
Ela tomou uma decisão desde então, fez uma promessa a si mesma. Não amaria ninguém mais outra vez. Promessa que para ela foi impossível de cumprir. Conseguiu esquecer o garoto que tanto a fez sofrer.
Dois anos depois se descobriu amando outra vez. Havia resistido por muito tempo e escondia o que sentia até o dia em que ele confessou que a amava. Mas dessa vez era diferente, ela sentiu a sinceridade nas palavras dele. Descumpriu sua própria promessa, porém não se importava mais, sabia que um dia isso iria acontecer. Não teve medo, apenas se deixou levar. Descobriu que o sofrimento era apenas uma consequência do amor. Quem ama sofre, alguns sofrem muito, outros, sofrem um pouco menos, mas sempre há sofrimento. Com essa descoberta acabou tirando uma conclusão disso tudo. Vale a pena sofrer por amor, pelo menos se faz descobertas e se vive intensamente.
O amor machuca, mas vale a pena!
Em dias como esse tudo vinha à tona em sua mente, principalmente com a neve caindo lá fora. Lembrava-se deles há um ano atrás, quando em dias como esse ele a envolvia em seus braços e os dois se aqueciam juntos. Esse tipo de lembrança penetrava como faca em seu coração, mas era tudo o que ela tinha agora. Lembranças e mais nada. Todo resto havia sido perdido, ou melhor, tinha sido jogado fora por ele. E no lugar do sentimento de carinho que sentiu um dia, ficou a dor. Ele arruinou tudo o que tinham e ela ficou com um buraco no coração.
Ela tomou uma decisão desde então, fez uma promessa a si mesma. Não amaria ninguém mais outra vez. Promessa que para ela foi impossível de cumprir. Conseguiu esquecer o garoto que tanto a fez sofrer.
Dois anos depois se descobriu amando outra vez. Havia resistido por muito tempo e escondia o que sentia até o dia em que ele confessou que a amava. Mas dessa vez era diferente, ela sentiu a sinceridade nas palavras dele. Descumpriu sua própria promessa, porém não se importava mais, sabia que um dia isso iria acontecer. Não teve medo, apenas se deixou levar. Descobriu que o sofrimento era apenas uma consequência do amor. Quem ama sofre, alguns sofrem muito, outros, sofrem um pouco menos, mas sempre há sofrimento. Com essa descoberta acabou tirando uma conclusão disso tudo. Vale a pena sofrer por amor, pelo menos se faz descobertas e se vive intensamente.
O amor machuca, mas vale a pena!
quarta-feira, 26 de maio de 2010
um massacre, uma escolha, muitas mortes
Esse texto é meio trágico, mas resolvi refletir a respeito dos soldados alemães da 2ª Guerra.
Relato de um soldado alemão
"O massacre se fazia presente nas nossas vidas todos os dias, nós, soldados alemães não tínhamos escolha, ou não éramos corajosos o bastante para assumir nossas escolhas e sofrer as consequências. Era matar ou morrer, e certamente eu não queria matar ninguém, mas também prezava por minha vida. Aquele monte de corpos de judeus amontoados na vala me dava nojo, estavam todos nus, e seu cheiro podia ser sentido a muitos metros de distância, a putrefação dos mesmos irradiava a maldade dos que os deixaram ali. O local era frio, mas não por causa dos corpos gelados à espera dos abutres que já estavam a caminho, em direção ao odor fétido que os guiava pelos ares... A frieza que ali existia era proveniente dos corações congelados, que se esqueceram que todos somos iguais, todos somos seres humanos. Eu era apenas um covarde no meio da multidão, não fazia sentido participar do assassinato de inúmeras pessoas que nada fizeram para merecer aquilo. Me veio à lembrança a imagem que eu mais tentava bloquear naquele momento, meu amigo judeu Ephraim, ainda como o vi da última vez... muito jovem, com o olhar ainda infantil, sorrindo pra mim. Onde ele estaria naquele momento? Refugiado em algum porão por aí, sem água e sem pão? Ou morto como um animal nas mãos dos nazistas? Esse pensamento me trazia pânico, ele foi meu único amigo verdadeiro, muito mais desinteressado do que meus próprios irmãos... E definitivamente não merecia morrer. Procurei desesperadamente tirar meus olhos dos rostos daqueles judeus amontoados com medo de reconhecer algum rosto. Na guerra ninguém tinha piedade, ninguém era um ser humano de verdade, éramos apenas como animais, agindo por instinto, preocupados apenas em sobreviver. Eu não aguentava mais ver aquele massacre... preferia morrer, era a escolha mais fácil a fazer naquele momento. Era muito difícil acreditar que algo iria melhorar... eu não tinha mais esperança, depois de ter preseciado tantas mortes e tanta maldade espelhada nos olhos dos assassinos, eu realmente me desanimara, mas não totalmente para desistir da vida, eu iria fazer algo pela vida daquelas pessoas ali mortas, ou melhor, pelas pessoas que ainda poderiam morrer. Talvez não fizesse nenhuma diferença para eles, nem para a humanidade, mas para mim faria diferença. Eu não iria mais ficar omisso aquelas mortes, não seria mais um covarde. Eu mataria sim... aqueles que resolveram por um devaneio, que iriam ser assassinos de judeus, eu seria assassino de assassinos."
Relato de um soldado alemão
"O massacre se fazia presente nas nossas vidas todos os dias, nós, soldados alemães não tínhamos escolha, ou não éramos corajosos o bastante para assumir nossas escolhas e sofrer as consequências. Era matar ou morrer, e certamente eu não queria matar ninguém, mas também prezava por minha vida. Aquele monte de corpos de judeus amontoados na vala me dava nojo, estavam todos nus, e seu cheiro podia ser sentido a muitos metros de distância, a putrefação dos mesmos irradiava a maldade dos que os deixaram ali. O local era frio, mas não por causa dos corpos gelados à espera dos abutres que já estavam a caminho, em direção ao odor fétido que os guiava pelos ares... A frieza que ali existia era proveniente dos corações congelados, que se esqueceram que todos somos iguais, todos somos seres humanos. Eu era apenas um covarde no meio da multidão, não fazia sentido participar do assassinato de inúmeras pessoas que nada fizeram para merecer aquilo. Me veio à lembrança a imagem que eu mais tentava bloquear naquele momento, meu amigo judeu Ephraim, ainda como o vi da última vez... muito jovem, com o olhar ainda infantil, sorrindo pra mim. Onde ele estaria naquele momento? Refugiado em algum porão por aí, sem água e sem pão? Ou morto como um animal nas mãos dos nazistas? Esse pensamento me trazia pânico, ele foi meu único amigo verdadeiro, muito mais desinteressado do que meus próprios irmãos... E definitivamente não merecia morrer. Procurei desesperadamente tirar meus olhos dos rostos daqueles judeus amontoados com medo de reconhecer algum rosto. Na guerra ninguém tinha piedade, ninguém era um ser humano de verdade, éramos apenas como animais, agindo por instinto, preocupados apenas em sobreviver. Eu não aguentava mais ver aquele massacre... preferia morrer, era a escolha mais fácil a fazer naquele momento. Era muito difícil acreditar que algo iria melhorar... eu não tinha mais esperança, depois de ter preseciado tantas mortes e tanta maldade espelhada nos olhos dos assassinos, eu realmente me desanimara, mas não totalmente para desistir da vida, eu iria fazer algo pela vida daquelas pessoas ali mortas, ou melhor, pelas pessoas que ainda poderiam morrer. Talvez não fizesse nenhuma diferença para eles, nem para a humanidade, mas para mim faria diferença. Eu não iria mais ficar omisso aquelas mortes, não seria mais um covarde. Eu mataria sim... aqueles que resolveram por um devaneio, que iriam ser assassinos de judeus, eu seria assassino de assassinos."
terça-feira, 27 de abril de 2010
Meu maior sonho...
E as doze portas eram doze pérolas; cada uma das portas era uma pérola; e a praça da cidade de ouro puro, como vidro transparente.
E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro.
E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada.
E as nações dos salvos andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra.
E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite.
E a ela trarão a glória e honra das nações.
E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.
E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.
No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações.
E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.
Apocalipse 21: 21 a 27/ 22: 1 a 3
o lugar celestial... pra onde irei um dia, para servir ao meu Deus e ao Cordeiro...eternamente!
pode me chamar de louca, mas esse....
é meu maior sonho.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
amor, amor.... o pôr do sol numa tarde de verão
Foi um dia especial...
E lá estávamos nós... deitados no chão, depois de termos dado risada de nós mesmos. A porta do quarto que dava para a sacada estava entreaberta, e a brisa do ar livre nos tocava de leve no rosto. Eu olhei pra o céu que já estava avermelhado... pois a luz do sol se esvaía lentamente enquanto sol ia se pondo em toda sua grandeza. Dei-lhe mais um beijo de amor, o mais delicioso de todos, e nos levantamos pra observar o sol se pôr naquela tarde que não tinha nada de especial, mas ao mesmo tempo era mais que especial, assim como todos os dias. A vista da cidade deixava um pouco mais feia a paisagem... chegamos a contar os focos de fogo, fumaça... Mas depois nos extasiamos com a beleza do céu e do pôr do sol... Nunca me esquecerei daquele dia... justamente porque foi um dia comum... como os outros, apenas mais um feriado que passamos sem fazer nada, o dia inteiro em casa... mas o sol nos deu um brilho como nenhum outro... o brilho do sol se pondo, combinado com o brilho do amor que sentíamos... difícil de explicar o porquê de todo esse sentimento que me foi despertado, simplesmente senti... e escrevi...
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Palavras ao mar...
Esse texto é veeelho... rsrsrs Tah meio confuso mas eu gosto da história!Adoro contos principalmente aqueles de príncipes e princesas... = ]
Quando o príncipe chegou todos já estavam dormindo. Até os empregados já haviam se retirado para seus pequenos quartos para dormirem aconchegantes em suas caminhas. Ele entrou silencioso. A reunião do conselho dos Príncipes do Vale da Cachoeira de Prata havia terminado tarde, como sempre. Príncipe Collin já estava cansado daquela vida de príncipe. Era uma vida realmente vantajosa, mas às vezes, em algumas noites como aquela, ele se cansava dessa vida, e até se sentia sozinho. Subiu as escadas e foi para seu grande quarto. O quarto do “grande” príncipe Collin o príncipe mais importante do vale. Ele já estava cansado desses títulos. Príncipe Collin foi para a escrivaninha que havia em seu quarto, e começou a escrever em seu antigo caderno de anotações.
“O dia de hoje foi realmente cansativo. Pela manhã fui caçar com meu querido pai, que não falava em nada a não ser do quanto ele era feliz em ter-me como filho e de como ficaria orgulhoso quando eu recebesse sua coroa. Eu gosto muito de ser príncipe, mas as pessoas à minha volta pensam que essa tarefa é simples. Não sei bem se quero ser Rei. Queria muito conhecer o mar, dizem que o horizonte é belo e que quando vê-lo nunca mais me esquecerei dele. Meu pai disse que quando eu for Rei poderei conhecer o mar. Será mesmo que algum dia poderei conhecê-lo? Tocar meus pés na areia e ver as ondas baterem nas rochas?Tenho minhas dúvidas. Depois da caçada com meu pai voltei ao castelo e meu almoço estava a minha espera. Certamente eu gostaria de poder escolher o que eu comeria, mas não tive esta escolha. Mais tarde fiz um treinamento de espadas e cavalguei por algum tempo. Retornei ao castelo, tomei um banho delicioso e fui ao jantar do conselho dos “príncipes do Vale da Cachoeira de prata”. E aqui estou agora. Preciso dizer que a reunião de hoje foi exaustiva, com discussões intermináveis e, para variar, as decisões finais eram tomadas ou por mim, ou pelo príncipe Riveriam. Acho que eu não deveria estar aqui, neste castelo, como príncipe, tenho 18 anos e daqui a três anos serei Rei, como diz a tradição do nosso reino. Talvez eu devesse fugir disso tudo, conhecer o mundo e conhecer o mar. Ah! O mar, como eu gostaria de conhecê-lo de perto, sem ter nenhuma preocupação. Eu o conheço apenas por quadros, ou de ouvir as pessoas falarem sobre ele.”
No outro dia, pela manhã, o Rei foi ao quarto de Collin e percebeu sua falta, seu único filho havia fugido, e em cima de sua escrivaninha estava apenas um recado com a seguinte frase:
“Querido Pai, sinto desapontá-lo, mas meu desejo não é ser Rei, por enquanto. Preciso conhecer o mar, talvez eu volte antes dos 21 anos, mas não me espere. Eu o amo muito... perdoe-me.
De seu filho Collin.”
O Rei se decepcionou com seu filho pela primeira vez, e quando as lágrimas estavam prestes a cair, chegou o empregado de sua maior confiança trazendo-lhe a notícia:
— Alteza, um dos cavalos de sua realeza sumiu.
— Eu sei Gaime, meu filho fugiu, mande soldados atravessarem esse país e se for preciso o mundo em busca dele, por favor.
Nesse momento o príncipe Collin estava longe dali, estava cavalgando em busca do mar. Saiu de madrugada do castelo, pegou algumas roupas de empregados pra se disfarçar, recolheu também comida para a viagem e saiu com seu velho amigo Brurni, o cavalo. Estava na floresta de Carminis quando avistou ao longe, uma cabana e um plebeu sentado em um banco na frente dela. Collin diminuiu a velocidade e aproximou-se da cabana, resolveu pedir uma informação, mas ele não podia chamar o jovem de “plebeu”, pois assim ele saberia que Collin era da realeza. Dirigiu-se a ele assim:
— Olá meu bom homem, você poderia me dizer pra onde é o mar?
— Pra dizer a verdade nunca saí dessa pequena casa, gostaria muito de conhecer o mar, mas não sei onde fica.
— Oh! Obrigado.
— Você por acaso não é da Realeza?
— N-N-NÃO, por quê?
— Não sei você fala de um jeito diferente!Por acaso você não gostaria de uma companhia na sua viagem? Como disse: eu nunca saí de minha cabana, e agora que moro sozinho gostaria de viver uma aventura!
Príncipe Collin ficou em dúvida se seria certo, deixar que ele fosse a sua viagem, mas já que estava disfarçado pensou que não haveria nenhum perigo em ir com ele.
— Pode vir se quiser, mas temos que sair agora!
— Tudo bem, vou buscar alguns mantimentos e já vamos.
E os dois começaram sua viagem e o plebeu, que se chamava Péricles foi junto do príncipe em sua jornada. O príncipe disse a Péricles que seu nome era Luan, pois não podia revelar seu nome verdadeiro. Acabaram pedindo informações para um comerciante conhecido de Péricles e foram em direção ao mar. Viajaram por duas semanas até chegarem lá. Durante essas duas semanas os dois viveram muitas aventuras e se tornaram grandes amigos.
Enquanto isso o Rei Kárius, pai de Collin estava em estado de nervos, ele precisava de seu filho e realmente queria que ele voltasse, se ele não voltasse em um mês o príncipe Riveriam assumiria o trono com 21 anos, pois considerariam que Collin havia desistido do trono. Mesmo que Collin voltasse antes de completar 21 anos, se não voltasse nesse prazo de um mês Riveriam assumiria o trono do mesmo jeito. Isso causava grande aflição em Kárius, pois seu sobrinho Riveriam era extremamente ambicioso e se assumisse o reino de Collin, também assumiria seu próprio reino, e ficaria com grande quantidade de terras e riquezas. Riveriam detestava Kárius e com isso poderia tirar dele seu castelo e seus pertences. Kárius estava ficando cada vez mais triste e afligido com isso. Primeiro sua esposa havia fugido com um amante e ele se tornou piada no Reino, foi humilhado por seu irmão e seu sobrinho. Depois recuperou sua fama e poder e agora seu único filho Collin fugiu não se sabe para onde, nem por que.
Péricles e Collin chegaram ao mar. Collin se deliciou com beleza e o som das ondas, tocou os pés na areia e se sentiu tão feliz quanto havia imaginado. Ele sonhava com esse momento desde criança, desde que sua mãe contava-lhe histórias sobre as viagens de seu pai Kárius. Sentiu o cheiro do mar e correu para abraçar a água salgada que vinha do horizonte. O horizonte belo e infinito, onde o sol se punha com grandeza e majestade. Pulou na água e sentiu o gosto do sal em sua boca. Sua pele irradiava felicidade. Quando saiu do mar percebeu que o gosto de água salgada permanecia em seus lábios, viu então que seus olhos transbordavam água, salgada como a do mar.
Deitou-se na areia, e seu amigo Péricles ao sair do mar, deitou-se também. Os dois ficaram em silêncio por um longo tempo e esperaram escurecer.
— Conte-me sua história, Luan, como veio parar aqui, e porque as lágrimas ainda jorram de seu rosto?
— Minha história é complicada demais, conte-me a sua, Péricles.
— A minha também é complicada, mas posso contar. Nasci naquela Cabana onde me encontrou. Meus pais sempre me amaram muito, mas às vezes eu me sentia muito sozinho, sentia falta de alguém. Certa vez até pedi a minha mãe que me desse um irmãozinho, e ela me disse que eu tinha um, em algum lugar do vale, e ela disse também que meu irmãozinho também sentia muito a minha falta. A minha mãe era linda, tinha cabelos cacheados e longos, adorava me contar histórias sobre um grande Rei e suas viagens para o mar, toda noite ela me contava uma e eu sonhava em conhecer o mar, mas sabia que isso nunca aconteceria.
Quando eu tinha 11 anos, estava voltando da casa de meu tio, e quando cheguei em casa minha mãe estava morta no chão e meu pai lutava com um homem, que gritava e dizia que eu era um bastardo, um menino que nunca assumiria o trono e ainda dizia que somente Riveriam, seu filho, seria Rei. Meu pai disse para que eu fugisse para bem longe e eu corri chorando através da floresta, o mais rápido que pude e o mais longe possível. Alguns dias depois voltei à cabana e meu tio estava lá. Ele disse que meu pai havia morrido também. Aqueles dias foram os dias em que mais chorei em toda minha vida. Essa é minha história. Não vai mesmo me contar a sua?
Péricles não havia percebido, mas Collin estava em prantos há muito tempo e levantou a voz e disse:
— MINHA HISTÓRIA É A SUA HISTÓRIA, VOCÊ É MEU IRMÃO!
Os dois se levantaram e Collin abraçou Péricles o mais forte que pôde e chorou como uma criança. Péricles o abraçou também, em silêncio esperando até que Collin esvaziasse os sentimentos em seus braços. Era um turbilhão de emoções para Collin, em um dia só conheceu o mar e seu irmão, que, apesar de não saber que tinha, sabia ao menos que sempre sentiu falta dele. Depois de se recomporem, Collin contou sua história a Péricles o convidou a ir ao castelo, para conhecer Kárius e fazer parte do Reino, reinar com ele. Disse a Péricles que Kárius tinha um bom coração e o aceitaria no Reino. Péricles aceitou voltarem juntos, mas disse que ainda ia pensar se iria para o castelo. Collin o entendeu e deixou que Péricles pensasse durante a viagem.
Os soldados do Rei Kárius ainda estavam em busca de Collin, quando, um mensageiro, enviado de Riveriam disse que deveriam parar as buscas, pois encontraram o corpo de Collin. Era uma grande mentira, Collin estava a caminho do Reino, com Péricles, mas ninguém sabia disso. O Rei Kárius chorou amargamente, mas ainda não perdeu as esperanças, depois do cortejo fúnebre de seu filho anunciou que Riveriam assumiria o trono, assim que acabasse o prazo de um mês para que seu filho aparecesse.
A viagem de volta de Collin e Péricles durou duas semanas. Péricles decidiu conhecer o Reino de Collin e exatamente no dia em que o Rei iria anunciar o reinado de Riveriam, no meio do anúncio Collin e Péricles chegaram. Collin gritou desesperadamente:
— Não faça isso pai! Aqui estou eu! – no mesmo momento em que viu Collin o Rei sorriu e correu para os braços de seu filho de quem tanto sentiu falta!
Riveriam pegou sua espada e estava prestes a atacar Collin e seu pai quando os guardas reais o seguraram e tomaram-lhe a espada e mataram-no, por traição.
As histórias foram esclarecidas e Kárius aceitou Péricles como filho. Collin, aos 21 anos assumiu o reino de seu pai, e Péricles, também quando completou 21 anos assumiu o Trono de Riveriam. Collin casou-se no mesmo dia em que Péricles e suas respectivas esposas foram excelentes rainhas. Os irmãos de mãe se tornaram amigos para a vida toda, e ambos sempre visitavam o mar quando queriam se lembrar de sua mãe e dessa história.
Quando o príncipe chegou todos já estavam dormindo. Até os empregados já haviam se retirado para seus pequenos quartos para dormirem aconchegantes em suas caminhas. Ele entrou silencioso. A reunião do conselho dos Príncipes do Vale da Cachoeira de Prata havia terminado tarde, como sempre. Príncipe Collin já estava cansado daquela vida de príncipe. Era uma vida realmente vantajosa, mas às vezes, em algumas noites como aquela, ele se cansava dessa vida, e até se sentia sozinho. Subiu as escadas e foi para seu grande quarto. O quarto do “grande” príncipe Collin o príncipe mais importante do vale. Ele já estava cansado desses títulos. Príncipe Collin foi para a escrivaninha que havia em seu quarto, e começou a escrever em seu antigo caderno de anotações.
“O dia de hoje foi realmente cansativo. Pela manhã fui caçar com meu querido pai, que não falava em nada a não ser do quanto ele era feliz em ter-me como filho e de como ficaria orgulhoso quando eu recebesse sua coroa. Eu gosto muito de ser príncipe, mas as pessoas à minha volta pensam que essa tarefa é simples. Não sei bem se quero ser Rei. Queria muito conhecer o mar, dizem que o horizonte é belo e que quando vê-lo nunca mais me esquecerei dele. Meu pai disse que quando eu for Rei poderei conhecer o mar. Será mesmo que algum dia poderei conhecê-lo? Tocar meus pés na areia e ver as ondas baterem nas rochas?Tenho minhas dúvidas. Depois da caçada com meu pai voltei ao castelo e meu almoço estava a minha espera. Certamente eu gostaria de poder escolher o que eu comeria, mas não tive esta escolha. Mais tarde fiz um treinamento de espadas e cavalguei por algum tempo. Retornei ao castelo, tomei um banho delicioso e fui ao jantar do conselho dos “príncipes do Vale da Cachoeira de prata”. E aqui estou agora. Preciso dizer que a reunião de hoje foi exaustiva, com discussões intermináveis e, para variar, as decisões finais eram tomadas ou por mim, ou pelo príncipe Riveriam. Acho que eu não deveria estar aqui, neste castelo, como príncipe, tenho 18 anos e daqui a três anos serei Rei, como diz a tradição do nosso reino. Talvez eu devesse fugir disso tudo, conhecer o mundo e conhecer o mar. Ah! O mar, como eu gostaria de conhecê-lo de perto, sem ter nenhuma preocupação. Eu o conheço apenas por quadros, ou de ouvir as pessoas falarem sobre ele.”
No outro dia, pela manhã, o Rei foi ao quarto de Collin e percebeu sua falta, seu único filho havia fugido, e em cima de sua escrivaninha estava apenas um recado com a seguinte frase:
“Querido Pai, sinto desapontá-lo, mas meu desejo não é ser Rei, por enquanto. Preciso conhecer o mar, talvez eu volte antes dos 21 anos, mas não me espere. Eu o amo muito... perdoe-me.
De seu filho Collin.”
O Rei se decepcionou com seu filho pela primeira vez, e quando as lágrimas estavam prestes a cair, chegou o empregado de sua maior confiança trazendo-lhe a notícia:
— Alteza, um dos cavalos de sua realeza sumiu.
— Eu sei Gaime, meu filho fugiu, mande soldados atravessarem esse país e se for preciso o mundo em busca dele, por favor.
Nesse momento o príncipe Collin estava longe dali, estava cavalgando em busca do mar. Saiu de madrugada do castelo, pegou algumas roupas de empregados pra se disfarçar, recolheu também comida para a viagem e saiu com seu velho amigo Brurni, o cavalo. Estava na floresta de Carminis quando avistou ao longe, uma cabana e um plebeu sentado em um banco na frente dela. Collin diminuiu a velocidade e aproximou-se da cabana, resolveu pedir uma informação, mas ele não podia chamar o jovem de “plebeu”, pois assim ele saberia que Collin era da realeza. Dirigiu-se a ele assim:
— Olá meu bom homem, você poderia me dizer pra onde é o mar?
— Pra dizer a verdade nunca saí dessa pequena casa, gostaria muito de conhecer o mar, mas não sei onde fica.
— Oh! Obrigado.
— Você por acaso não é da Realeza?
— N-N-NÃO, por quê?
— Não sei você fala de um jeito diferente!Por acaso você não gostaria de uma companhia na sua viagem? Como disse: eu nunca saí de minha cabana, e agora que moro sozinho gostaria de viver uma aventura!
Príncipe Collin ficou em dúvida se seria certo, deixar que ele fosse a sua viagem, mas já que estava disfarçado pensou que não haveria nenhum perigo em ir com ele.
— Pode vir se quiser, mas temos que sair agora!
— Tudo bem, vou buscar alguns mantimentos e já vamos.
E os dois começaram sua viagem e o plebeu, que se chamava Péricles foi junto do príncipe em sua jornada. O príncipe disse a Péricles que seu nome era Luan, pois não podia revelar seu nome verdadeiro. Acabaram pedindo informações para um comerciante conhecido de Péricles e foram em direção ao mar. Viajaram por duas semanas até chegarem lá. Durante essas duas semanas os dois viveram muitas aventuras e se tornaram grandes amigos.
Enquanto isso o Rei Kárius, pai de Collin estava em estado de nervos, ele precisava de seu filho e realmente queria que ele voltasse, se ele não voltasse em um mês o príncipe Riveriam assumiria o trono com 21 anos, pois considerariam que Collin havia desistido do trono. Mesmo que Collin voltasse antes de completar 21 anos, se não voltasse nesse prazo de um mês Riveriam assumiria o trono do mesmo jeito. Isso causava grande aflição em Kárius, pois seu sobrinho Riveriam era extremamente ambicioso e se assumisse o reino de Collin, também assumiria seu próprio reino, e ficaria com grande quantidade de terras e riquezas. Riveriam detestava Kárius e com isso poderia tirar dele seu castelo e seus pertences. Kárius estava ficando cada vez mais triste e afligido com isso. Primeiro sua esposa havia fugido com um amante e ele se tornou piada no Reino, foi humilhado por seu irmão e seu sobrinho. Depois recuperou sua fama e poder e agora seu único filho Collin fugiu não se sabe para onde, nem por que.
Péricles e Collin chegaram ao mar. Collin se deliciou com beleza e o som das ondas, tocou os pés na areia e se sentiu tão feliz quanto havia imaginado. Ele sonhava com esse momento desde criança, desde que sua mãe contava-lhe histórias sobre as viagens de seu pai Kárius. Sentiu o cheiro do mar e correu para abraçar a água salgada que vinha do horizonte. O horizonte belo e infinito, onde o sol se punha com grandeza e majestade. Pulou na água e sentiu o gosto do sal em sua boca. Sua pele irradiava felicidade. Quando saiu do mar percebeu que o gosto de água salgada permanecia em seus lábios, viu então que seus olhos transbordavam água, salgada como a do mar.
Deitou-se na areia, e seu amigo Péricles ao sair do mar, deitou-se também. Os dois ficaram em silêncio por um longo tempo e esperaram escurecer.
— Conte-me sua história, Luan, como veio parar aqui, e porque as lágrimas ainda jorram de seu rosto?
— Minha história é complicada demais, conte-me a sua, Péricles.
— A minha também é complicada, mas posso contar. Nasci naquela Cabana onde me encontrou. Meus pais sempre me amaram muito, mas às vezes eu me sentia muito sozinho, sentia falta de alguém. Certa vez até pedi a minha mãe que me desse um irmãozinho, e ela me disse que eu tinha um, em algum lugar do vale, e ela disse também que meu irmãozinho também sentia muito a minha falta. A minha mãe era linda, tinha cabelos cacheados e longos, adorava me contar histórias sobre um grande Rei e suas viagens para o mar, toda noite ela me contava uma e eu sonhava em conhecer o mar, mas sabia que isso nunca aconteceria.
Quando eu tinha 11 anos, estava voltando da casa de meu tio, e quando cheguei em casa minha mãe estava morta no chão e meu pai lutava com um homem, que gritava e dizia que eu era um bastardo, um menino que nunca assumiria o trono e ainda dizia que somente Riveriam, seu filho, seria Rei. Meu pai disse para que eu fugisse para bem longe e eu corri chorando através da floresta, o mais rápido que pude e o mais longe possível. Alguns dias depois voltei à cabana e meu tio estava lá. Ele disse que meu pai havia morrido também. Aqueles dias foram os dias em que mais chorei em toda minha vida. Essa é minha história. Não vai mesmo me contar a sua?
Péricles não havia percebido, mas Collin estava em prantos há muito tempo e levantou a voz e disse:
— MINHA HISTÓRIA É A SUA HISTÓRIA, VOCÊ É MEU IRMÃO!
Os dois se levantaram e Collin abraçou Péricles o mais forte que pôde e chorou como uma criança. Péricles o abraçou também, em silêncio esperando até que Collin esvaziasse os sentimentos em seus braços. Era um turbilhão de emoções para Collin, em um dia só conheceu o mar e seu irmão, que, apesar de não saber que tinha, sabia ao menos que sempre sentiu falta dele. Depois de se recomporem, Collin contou sua história a Péricles o convidou a ir ao castelo, para conhecer Kárius e fazer parte do Reino, reinar com ele. Disse a Péricles que Kárius tinha um bom coração e o aceitaria no Reino. Péricles aceitou voltarem juntos, mas disse que ainda ia pensar se iria para o castelo. Collin o entendeu e deixou que Péricles pensasse durante a viagem.
Os soldados do Rei Kárius ainda estavam em busca de Collin, quando, um mensageiro, enviado de Riveriam disse que deveriam parar as buscas, pois encontraram o corpo de Collin. Era uma grande mentira, Collin estava a caminho do Reino, com Péricles, mas ninguém sabia disso. O Rei Kárius chorou amargamente, mas ainda não perdeu as esperanças, depois do cortejo fúnebre de seu filho anunciou que Riveriam assumiria o trono, assim que acabasse o prazo de um mês para que seu filho aparecesse.
A viagem de volta de Collin e Péricles durou duas semanas. Péricles decidiu conhecer o Reino de Collin e exatamente no dia em que o Rei iria anunciar o reinado de Riveriam, no meio do anúncio Collin e Péricles chegaram. Collin gritou desesperadamente:
— Não faça isso pai! Aqui estou eu! – no mesmo momento em que viu Collin o Rei sorriu e correu para os braços de seu filho de quem tanto sentiu falta!
Riveriam pegou sua espada e estava prestes a atacar Collin e seu pai quando os guardas reais o seguraram e tomaram-lhe a espada e mataram-no, por traição.
As histórias foram esclarecidas e Kárius aceitou Péricles como filho. Collin, aos 21 anos assumiu o reino de seu pai, e Péricles, também quando completou 21 anos assumiu o Trono de Riveriam. Collin casou-se no mesmo dia em que Péricles e suas respectivas esposas foram excelentes rainhas. Os irmãos de mãe se tornaram amigos para a vida toda, e ambos sempre visitavam o mar quando queriam se lembrar de sua mãe e dessa história.
Pra começar... amor
"Ele olhou para ela mais uma vez, com os olhos demonstrando o tamanho de sua ira. Mas toda a ira se dissipou ao observar o olhar que ela lhe lançou. Aquele mesmo olhar de antes, de quando eram crianças e se machucavam e ela olhava para ele e dizia, apenas com o olhar que tudo ia ficar bem. Mas agora a situação era mais séria, eles não eram mais crianças.Ali, dividindo o mesmo guarda-chuva os dois observaram as gotas de água que se precipitavam do céu e se lembraram do quanto se amavam. Ele percebeu que por baixo da franja escura dela existia um olhar que sempre o amparou e ele nunca tinha percebido isso, ou demorou demais pra ver... agora eles tinham pouco tempo. Os olhos dele estavam se enchendo de lágrimas quando se lembrou novamente da situação que os envolvia. De repente ela finalmente teve coragem de falar algo... 'Nunca mais vamos nos ver'. A angustia percorreu o olhar dele ao ouvir aquelas palavras, os olhos dela já transbordavam. Ele observou mais uma vez o céu, já com os olhos marejados e disse o que mais o incomodava naquele momento... 'Eu sei.... eu sempre soube que ia te perder um dia '.
'Eu te amo' disse ele.
'Eu sempre vou te amar.' ela respondeu.
As lágrimas finalmente escorreram dos olhos dele, que a abraçou num abraço de despedida, o abraço mais perfeito que já vi. A chuva já os molhara até os joelhos, e o vento frio tocava-lhes os braços, mas eles não se preocuparam com isso, pelo menos naquele momento estavam juntos e o calor que um transmitia pro outro era suficiente para que se sentissem quentes."
'Eu te amo' disse ele.
'Eu sempre vou te amar.' ela respondeu.
As lágrimas finalmente escorreram dos olhos dele, que a abraçou num abraço de despedida, o abraço mais perfeito que já vi. A chuva já os molhara até os joelhos, e o vento frio tocava-lhes os braços, mas eles não se preocuparam com isso, pelo menos naquele momento estavam juntos e o calor que um transmitia pro outro era suficiente para que se sentissem quentes."
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